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Como vencer as dúvidas e tomar uma decisão difícil?

24/07/2017

 

Casar ou permanecer solteiro, juntar dinheiro para o futuro ou aproveitar o dia, fazer uma festa ou viajar, ser funcionário ou empreender, mudar de área ou permanecer na profissão? Seja na vida pessoal ou profissional, tomar uma decisão nem sempre é uma tarefa das mais fáceis. A hora H exige segurança e otimismo, sentimentos nem sempre disponíveis, sobretudo em momentos de crise. Mas existe uma série de estratégias que podem ser usadas para aumentar a confiança de que aquele é mesmo o caminho que deve ser seguido.

A advogada Gabriela Marques (nome fictício a pedido da fonte), 25 anos, conhece bem a dificuldade envolvida na hora de fazer uma escolha profissional. Há poucas semanas ela pediu demissão para se dedicar aos estudos para passar em um concurso público. Porém, mesmo cumprindo aviso prévio, ainda não tem certeza de que fez o certo. “Nem sei se minha decisão está certa e nem se tomei mesmo um decisão”, fala.

Para a professora de Gestão Estratégica de Pessoas da Fundação Getulio Vargas e diretora da Narducci Consulting Viviane Narducci, “decidir envolve questões emocionais e racionais”. E, para isso, cercar-se de informações - para agir racionalmente -, ter autoconhecimento - para manter o equilíbrio emocional - e estabelecer um plano de realização são passos fundamentais. De acordo com a coach da SBCoaching Fernanda Chaud, para decidir é importante analisar as oportunidades e as ameaças de cada opção e também analisar suas próprias forças e fraquezas.

Não existe uma receita que indique como tomar a melhor decisão, mas algumas metodologias ajudam. Uma delas foi criada pela escritora e jornalista americana Suzy Welch. No seu livro 10-10-10, ela explica como decidir, considerando o impacto a curto, médio e longo prazo.

Assim, antes de decidir, a autora propõe considerar como a escolha irá afetar a sua vida em 10 minutos ou em uma semana (curto prazo), em 10 meses (médio prazo), e em 10 anos (longo prazo).

Aprendizado

Para a coach Chaud, não existem decisões ruins. “A gente decide o que achava que era bom no momento. Às vezes, teve que passar por aquilo para ter o aprendizado. Se não deu certo, muda a estratégia, foca no futuro, pensa nos objetivos e toca o barco”.

Mas como, então, escolher? Chaud explica que “o primeiro passo é começar a decidir, diariamente, pequenas coisas, como o que comer. Segundo, é comparar cenários para saber o que ganha e o que perde e do que está abrindo mão”.

Por fim, ela orienta a considerar o que terá maior relevância e se a escolha vai impactar positivamente no futuro e, sobretudo, cuidar do emocional. “As emoções movem decisões e ações. É preciso ter equilíbrio emocionalmente para ter clareza”. Segundo a coach, estar calmo e com pensamentos positivos, diminui o desgaste emocional e aumenta a confiança na hora de tomar a decisão.

Como se preparar para fazer uma escolha

Decida todos os dias: Comece fazendo o exercício diário de tomar pequenas decisões.

Plano de realização: Estabeleça um plano de realização com previsão de riscos. Reflita sobre o que você gosta, o que você quer, onde quer chegar e o que é preciso para isso. Analise quais são os possíveis riscos para conseguir o que deseja e trace estratégias para contorná-los. Tenha em mente planos B e C.

Compare e analise: Compare os cenários para saber do que estará abrindo mão, o que vai ganhar ou perder. Analise as oportunidades e as ameaças de cada opção e suas próprias forças e fraquezas.

Emoção e razão: Tenha consciência dos aspectos racionais e emocionais. No caso de pedir um aumento, reflita: a empresa tem condições de dar um aumento agora? Você está preparado para receber um “não” e contra-argumentar?

Autoconhecimento: Invista em autoconhecimento. Saiba qual a sua missão, os seus limites, suas fraquezas e habilidades. Se conhecer para ter equilíbrio emocional e autoconfiança é fundamental para ter clareza na hora de tomar uma decisão.

Informação: Pesquisar, estudar, conversar com alguém que passou pela mesma situação e atualizar-se são ações essenciais para cercar-se de informações e conseguir decidir pensando racionalmente.

Regra 10-10-10: Reflita sobre como sua decisão pode afetar a sua vida em 10 minutos, 10 meses e 10 anos. Assim, também considere o impacto num futuro próximo ou distante, em vez de pensar apenas na mudança imediata.

Perseverança: Se uma escolha parece não ter sido positiva, não encare como problema, mas como aprendizado. Veja o que pode fazer de diferente no futuro, reveja seus objetivos e siga. No caso do novo empreender, por exemplo, é preciso ser teimoso, persistir na ideia e ter equilíbrio emocional para receber um “não”. Nem sempre o retorno do investimento será imediato e muitos podem não gostar da sua ideia. Não recue por medo ou insegurança.


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